E depois do Adeus...
Foram cinco anos marcantes pelo entusiasmo, pela comunhão, pelo carisma e principalmente, pela INDEPENDÊNCIA que Felipão sempre demonstrou face aos “poderosos”.
Scolari vai–se embora da nossa selecção nacional! Ao fim de 5 anos, que, quer se queira quer não, corresponderam ao melhor período da história do futebol português no que à sua principal representante diz respeito: A selecção AA! Os resultados e as classificações atingidas são por demais evidentes desta minha afirmação. Mas a qualidade do futebol praticado, nomeadamente nas fases finais, também esteve presente e é inegável!
Foram cinco anos marcantes pelo entusiasmo, pela comunhão, pelo carisma e principalmente, pela INDEPENDÊNCIA que Felipão sempre demonstrou face aos “poderosos”. Mesmo que isso lhe tivesse acarretado alguns dissabores e inimizades com um certo caciquismo, muito em voga neste nosso futebol, mas que ele superou sempre muitíssimo bem. Este, foi quanto a mim, o maior mérito de Scolari. E o povo, que não é propriamente estúpido como alguns querem fazer crer, reconheceu isso. Antes, já a família que ele reunia para representar a nação dentro das quatro linhas, lhe atribuía crédito. Eles (os jogadores) sabiam que estavam lá, porque o seleccionador os escolhera e porque este depositava total e incondicional confiança neles como sendo os que melhor representariam a camisola das quinas.
Claro que também tem defeitos, sendo que o mais óbvio é o de ser muito obstinado… E há virtudes que quando em exagero depressa se transformam em defeitos. A sua relação com os “media” também não foi propriamente pacífica, tendo ganho e perdido pontos…
Para mim, perdeu alguns pontos, na forma como se deixou ultrapassar na questão do anúncio e do timing em que esta sua resolução foi proferida. Mas, como já muitos vêm afirmando, era difícil, se calhar mesmo impossível, adiar a declaração pública desta decisão. O Chelsea vai pagar-lhe uma fortuna, e também tem os seus interesses para defender… Mas mantenho e digo-o com mágoa: Foi pena que as coisas não tenham sucedido de outro modo!
De qualquer forma, o único que lhe desejo é que acabe a sua passagem por Portugal da melhor maneira possível e que consiga trazer o caneco para o nosso País! Era o fim ideal desta relação que conseguiu estabelecer com o comum adepto português e a melhor retribuição que podia deixar à hospitalidade que também soubemos transmitir-lhe! Se o conseguir, estou certo que até os mais zangados lhe perdoarão!
Agora, o cerne da questão e o que verdadeiramente me preocupa, é que, com a ida de Scolari e sua excelente equipa técnica, a famigerada porcaria retorne e se instale novamente na Federação. Os antigos lóbis já estão certamente a posicionar-se e a tentar impingir os seus “favoritos”. Chegados que estamos a este ponto, gostaria de partilhar com vocês algumas posições que se vão tornando públicas: é curioso verificar que os defensores da solução “treinador português” estão quase todos relacionados com um determinado clube, que sempre se manifestou critico com Scolari…Coincidências, certamente…
Sinceramente, não estou a ver que seja fácil a um treinador português varrer toda a porcaria que se está novamente a querer instalar… Uma vez que Carlos Queiroz - o primeiro a identificar a porcaria-, dificilmente deixará o M.U. e Manuel José possui demasiados anti-corpos para desempenhar o cargo pacificamente, o ideal para manter o actual estado de graça da selecção seria optar por um estrangeiro. E entre esses, o nome que mais me entusiasma é o de Zico. É certo que parece ser mais calmo e ponderado, logo menos expansivo que Scolari, mas para conquistar o povo bastava-lhe aproveitar e manter tudo o que de bom herde do seu compatriota. E fazer finca-pé na INDEPENDÊNCIA… Fácil?
Tixau, Sargentão, fica mais um momento musical tão a seu gosto: "Vais partir, naquela estrada, onde um dia chegaste a sorrir!...



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